No V Edital, foram submetidas 28 propostas, das quais 7 foram aprovadas pelo comitê e beneficiadas para o ano de 2013 (2 propostas não seguiram adiante). Portanto, os projetos que foram aprovados e que estão em desenvolvimento no âmbito deste edital beneficiam cinco Unidades de Conservação que, juntas, somam mais de R$ 225 mil investidos em 1.553.383 hectares de diferentes áreas protegidas distribuídas por quatro estados brasileiros.

As instituições contempladas são: Instituto Baleia Jubarte (IBJ), na Bahia; Comissão Ilha Ativa, no Piauí; Cooperativa Manguezal Fluminense, no Rio de Janeiro; Instituto Ekko Brasil, em Santa Catarina; Physis SDA, Salt e Ecosurfi, em São Paulo. 



Resultado dos projetos beneficiados pelo V Edital

 
Linha 1 (Criação e Implementação de UCs Marinhas)
 
Título: Sistema de Gestão de Informações Via Web Mapping 
Proponente: Sea & Limno Technology Consultoria Ambiental Ltda – SALT
Status: Projeto concluído com sucesso. O sistema encontra-se no ar, ainda em versão beta (http://www.simapln.com.br/), e pode ser acessado por qualquer pessoa que pode se cadastrar e assim ficar habilitado a contribuir com informações para o mapeamento e monitoramento participativo da região da Área de Proteção Ambiental do Litoral Norte.
Titulo: Abrindo os olhos e os ouvidos: diagnóstico e sensibilização das comunidades pesqueiras sobre as áreas marinhas protegidas e os conflitos na Região dos Abrolhos 
Proponente: Instituto Baleia Jubarte
Projeto: Disseminar à comunidade pesqueira a importância da criação de áreas marinhas protegidas no Banco dos Abrolhos e minimizar os conflitos entre pescadores e cetáceos (baleias e golfinhos) para ampliar as iniciativas de gestão e ordenamento da pesca, de forma participativa e integrada.
Status: Em fase de finalização. Foram realizadas 152 entrevistas semiestruturadas para compreender a relação entre pescador – cetáceos e conhecer as artes de pesca utilizadas na região dos municípios de Nova Viçosa, Mucuri, Alcobaça, Prado e Caravelas. Também foram feitas atividades para a sensibilização das comunidades quanto à importância das unidades de conservação da região e proposta para a ampliação ou criação de novas unidades de conservação.
Titulo: Projeto de restauração ecológica de área na foz do rio Guapimirim – APA Guapimirim RJ 
Proponente: Cooperativa Manguezal Fluminense 
Projeto: Restaurar uma área de 5.450 m2 na região da Área de Proteção Ambiental de Guapimirim utilizando três espécies de árvores de mangue encontradas da região.
Status: Projeto concluído com sucesso. Após a limpeza da área, foram selecionadas e coletadas mais de 3 mil mudas de árvores de mangue. Com o plantio e manutenção destas mudas, hoje estima-se que existam mais de 5 mil plantas jovens em desenvolvimento na área selecionada, pois outros propágulos puderam se estabelecer naturalmente após a estabilização da região pelas primeiras mudas.

 

Linha 2 (Conservação e Uso Sustentável dos Ambientes Marinhos e Costeiros)  

 
Titulo: Ilha Verde 
Proponente: Comissão Ilha Ativa 
Projeto: Fortalecer as comunidades agroextrativistas da Ilha Grande de Santa Isabel (Piauí) por meio da articulação em esforços de autogestão e práticas sustentáveis visando a Reserva Extrativista Cajuí. As
Status: Projeto em fase de finalização. Este projeto teve o período de vigência estendido devido à época de extrativismo do cajui e murici, que não coincidiam com o período inicialmente estabelecido no contrato.
Titulo: Bioinvasão pelo Coral Sol Tubastrea sp (Cnidaria: Scleratina): Monitoramento e Controle na Rebio Arvoredo e Região de entorno 
Proponente: Instituto Ekko Brasil 
Projeto: Aplicar metodologia de monitoramento, manejo e estudos ecológicos visando controlar a dispersão da espécie invasora (coral sol) ao longo da costa Catarinense.
Status: Projeto concluído com sucesso. No âmbito do projeto, foram realizados monitoramentos e avaliação da incrustação de coral sol em substrato artificial, avaliação da abundância de corais nas ilhas da Reserva Biológica Marinha do Arvoredo e entorno, monitoramento e manejo do coral sol em pontos de invasão identificados e realização de oficinas de capacitação para outros mergulhadores recreativos poderem cooperar no controle e monitoramento das espécies invasoras.
O projeto permitiu concluir que operações portuárias aparentemente não são vetores de dispersão de coral sol, apesar de contribuírem para dispersão de outros organismos exóticos, como o ofiuroide Ophiothela mirabilis, a ascídia solitária Styela plicata e o poliqueta tubícola Branchiomma luctuosum que puderam ser identificados graças ao monitoramento deste projeto.